Será que vai dar tempo?

by Nem tão frágil assim - outubro 16, 2017


   Chega segunda-feira e o dia do dilema semanal: AHHH! Essa semana tem que dar tempo de fazer tudo.
     Apesar de sermos donos do nosso próprio tempo, muitas vezes nos queixamos pela falta dele, ou então, pela possibilidade de sermos desperdiçadores de tempo, quando na verdade somos escravos das nossas cobranças.
     “Meu trabalho consome mais tempo que minhas diversões; minha família fica com o resto do tempo e não com a maior parte dele; a dieta não faz parte do meu tempo; a academia ficou pra um tempo futuro; pra aula de inglês então, simplesmente não vai ter tempo; esqueci de colocar consultas médicas e exames como prioridade no meu tempo”, e aqui poderia inserir infinitas queixas diárias.
     A culpa tem feito parte da nossa vida pessoal e profissional, pois sentimos a necessidade de 36 horas num dia, se não, vish não vai dar pra fazer tudo que está anotado na agenda – e olha que já comprei duas pra não esquecer de nada, fora a agenda do celular. Vivemos a vida num jogo de pendências e esse ciclo nunca tem fim.
     Numa era de instantaneidade, custa muito ‘deixar pra lá’. Mesmo assim, tem desejos seus que já ficaram no passado, afazeres que foram riscados da lista e nunca mais voltaram. O erro está em nos culparmos de sermos devedores de tarefas, escravos do próprio tempo e ainda, menos eficientes que aquele amigo que acorda sempre disposto às 6h (ou seja, escravos da comparação) e de não sabermos lidar com a nossa própria rotina.
     Mas na batalha contra o tempo, ou a favor dele, que já colocou sua infância no passado, e que segue pleno enquanto você prospera sua vida, é necessário reconhecer o limite e nos permitirmos quebrar os paradigmas do nosso ciclo para viver coisas que estão além do programável.





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